Transtornos alimentares

A anorexia nervosa, juntamente com os demais transtornos alimentares, passou a chamar a atenção de uns tempos para cá, principalmente após a morte de algumas jovens e da discussão sobre o modelo ideal de magreza que permeia a mídia.
A anorexia e a bulimia eclodem em um momento do desenvolvimento dos adolescentes marcado por importantes mudanças na imagem corporal e na relação que o sujeito tem com o próprio corpo, caracterizado por uma passagem da vida infantil para a vida adulta.
Os conflitos em relação à sexualidade, ao tornar-se mulher, no caso das meninas, a escolha de parceiros, a identificação e pertinência do adolescente em relação ao grupo reavivam as experiências infantis, as primeiras relações de amor com os pais, tornando essa fase um momento muito angustiante para alguns jovens.
Adiciona-se a isso, por um lado, o fato dos vínculos afetivos na nossa cultura estarem num trânsito permanente, são vínculos de conexão e desconexão, “à moda da internet”. E por outro, o sistema de filiação está debilitado, uma vez que os pais têm apresentado dificuldades de realizar suas funções parentais, em decorrência de um afrouxamento dos lugares geracionais.
Diante dessas considerações, fica uma questão para ser debatida: como a família, a escola e a sociedade podem ajudar o adolescente a realizar essa passagem?
Dra. Alessandra Sapoznik - psicanalista e colaboradora do IFA
Escrito por Instituto da Família às 16h55
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Pais ou filhos indisciplinados

"Em nome de um futuro hipotético, Subestima-se as alegrias, as tristezas, Espantos, cóleras e paixões das crianças. Em nome desse futuro que elas não Compreendem e nem precisem compreender, Roubamos-lhes anos inteiros de suas vidas” JANUSZ KORCZAK (Médico, escritor e educador. Morreu no campo de concentração de Treblinka, em 1942, junto das 200 crianças do orfanato que dirigia em Varsóvia.)
A citação de Janusz Korczak nos faz pensar que cada momento da vida de uma criança é importante por si mesmo e não pelo que vai acontecer mais tarde. A criança deve ser amada e educada como criança e não pensando no adulto que será.
A infância saudável deve estar recheada de brincadeiras, fantasias e sonhos, além das boas escolas (quando possível), aulas de idiomas, etc.
Assim, amando-a, compreendendo-a e respeitando-a, instintivamente, se irá construindo o cidadão possível.
Isto não significa que devemos permitir que a criança faça sempre o que ela quiser. Limites, doses toleráveis de frustração, possibilidades de escolher e errar permitem que se pavimente o caminho da autonomia e da independência.
Caso contrário, nos arriscamos a transformar um escravo aborrecido em um tirano aborrecido.
Fica a questão a se pensar: talvez nós, os adultos, tenhamos que nos educar, antes de educar as crianças.
Dr. Leonardo Posternak - Presidente do IFA
Escrito por Instituto da Família às 16h18
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